SMD, uma inovadora alternativa
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
08:30
Escrita por Diego
Ontem a noite eu estava em casa procurando algo para assistir nos canais da TV aberta, sambando entre os canais convencionais e os crentes, que não são poucos. Optei por ver o finzinho do Observatório da Imprensa, na Cultura. Porém, como havia pegado o bonde no meio de sua trajetória, larguei mão e fui para o Jô, onde o ator global Carlos Vereza (muito bom ator, por sinal – está nos cinemas com o filme Bezerra de Menezes: “o médico dos pobres”) dava testemunhos de suas experiências mediúnicas. Até que estava interessante.
Pois bem, em meio a “trocânciaâ€? de canais, peguei no pulo uma matéria no Vitrine que me chamou muito a atenção e me deu até alguma esperança. O programa, que é veiculado na TV Cultura e apresentado por Sabrina Parlatore e Rodrigo Rodrigues trazia a história de uma nova tecnologia que, segundo eles colocaria a Pirataria fora do caminho das gravadoras, artistas e consumidores e, de quebra, promoveria uma espécie de socialização da cultura de mÃÂdia.
Vocês lembram do Ralf, da dupla Chrystian e Ralf? Então, o figurão, com ajuda de amigos parceiros especialistas em informática investiu e desenvolveu uma tecnologia chamada SMD (Semi Metalic Disc). Segundo ele foram anos de pesquisas intensas para chegar ao um conceito novo de reprodução musical que com uma abordagem inovadora, criativa e rentável, reduziu o preço de comercialização de um Compact-Disc (CD) em quase 80%.
“Mudanças simples do padrão visual e garantia da qualidade da obra, aliadas a este método inovador de semi-metalização, o SMD visa disponibilizar a música à todos os cidadãos comuns por um preço justo�, diz a carta de apresentação e explicação sobre o SMD em seu portal na Web.
O mais interessante é que os SMDs já vêm com o preço impresso na Capa: R$ 5,00. De acordo com o produtor Ralf, em entrevista ao Vitrine, �essas mudanças representam uma verdadeira revolução cultural. Tanto para artistas independentes, como artistas de gravadoras e de selos fonográficos poderão ter seus discos prensados neste novo formato�.
A parada é tão cheia de pontos interessantes que a cada minuto eu me lembro de um. Outro: O SMD é uma mÃÂdia 100% brasileira. Inteligentemente Ralf fez um acordo com alguns paÃÂses que já prensam disco em SMD. Todas bandas ou corporações que quiserem utilizar esta nova tecnologia terá de recorrer ao Brasil, em algum momento de sua produção, já que a patente é totalmente nossa. “Insto é uma forma de garantir a geração de empregos e o cunho social da idéia por trás destas pesquisasâ€?, disse o cantor.
Mas como nosso Ralf conseguiu este feito? Porque os custos são tão mais baixos? Fui investigar isso na web a achei algumas respostas, foi fácil. É até um pouco obvio: Simplesmente, aquelas antigas embalagens de acrÃÂlico foram substituÃÂdas por uma mais econômica e moderna (esta não quebra naquele “meinhoâ€?, onde se encaixa os CDs, as tampinhas nãos desconectam e quebram para sempre) agora elas são inquebráveis, em papel cartão especial, com fechamento que facilita o armazenamento e garante a integridade da mÃÂdia do mesmo modo. A ficha técnica e demais créditos podem ser impressos na própria capa, encarte, na revista ou no rótulo do SMD e se você quiser u encarte oco aqueles antigos, com letra e fotos, desenhinhos: faça vocês mesmo, ora.
Veja em tópicos o que eu achei sobre SMD
· A capacidade do SMD é de até 60 minutos de áudio (16/18 músicas) . Os SMDs podem ser produzidos em diversas cores e formatos, o que possibilita a utilização do produto em campanhas publicitárias ou que visem um público especÃÂfico.
· Aliado a tecnologia, o objetivo do SMD é assegurar um preço baixo ao consumidor final, o que inibe o interesse do pirata e garante um maior volume de vendas para o artista.
· Os custos de produção do SMD são mais baixos, com descontos progressivos, permitindo que novos talentos sem patrocÃÂnios tenham suas obras lançadas no mercado. A fabricação do SMD é em média 30% mais barata que a do CD.Os SMDs são confeccionados nas mesmas fábricas dos CDs e tocam em qualquer aparelho, embora sua técnica de reprodução seja diferente da utilizada atualmente nos CDs
· Comercialização – Hoje, nos pontos de venda, o preço médio de um CD é R$ 19,00, fato este que impõe ao lojista uma margem de lucro inferior a 5%. Um pirata, por sua vez, sem qualquer custo, alheio ao pagamento de todo e qualquer tributo, vende um CD a R$ 5,00, com margem de lucro superior a 60%. Inviabilizando quase que totalmente a venda legal do CD. A lucratividade do lojista na venda do formato SMD é de 20%, mesmo preservando todos os diretos junto à pirâmide envolvida no processo de produção, fabricação, divulgação e comercialização. O preço do SMD é impresso na capa, possuindo um preço fixo de comercialização, de forma que possa garantir o cunho social de combate à pirataria e acesso à cultura.
· Tiragens e Distribuição – O artista tem a opção de produzir apenas o SMD, com tiragem mÃÂnima de 1.000 SMDs, que são vendidos à R$ 5,00. Ou pode optar pela Revista SMD (revista + SMD), com tiragem mÃÂnima de 1.000 Revistas SMD, que são vendidas à R$ 6,00 (na revista o artista pode inserir sua biografia, release, letras das músicas, patrocinadores, contatos, etc). Se o artista quiser que seu trabalho seja distribuÃÂdo nas bancas, a tiragem mÃÂnima é de 20.000 exemplares. Ele pode fazer também um número menor de Revistas SMD (1.000 exemplares por exemplo), e comercializá-las em seus shows, na divulgação do seu trabalho nas rádios, tvs e imprensa escrita. A distribuição do produto pode ser feita também pelas vias usuais (lojas de música e varejo), telemarketing, e-commerce, garantindo ao artista maior exposição da sua música.
· Vendas do SMD pela Internet – Os SMDs podem ser vendidos via internet pelo artista, em seu site oficial. O produto pode ser enviado como carta comercial simples, veja:01 SMD (R$ 5,00) + postagem (R$ 0,80) = R$ 5,80 01 Revista SMD (R$ 6,00) + postagem (R$ 1,45) = R$ 7,45
SMD Machine
Um engenheiro, que não me lembro o nome agora (fico devendo), desenvolveu uma máquina de SMDs como aquelas de refrigerante, balas e salgadinho, que existem nos corredores das Universidades, Rodoviárias e Shopings.
Você coloca uma nota de R$ 5,00, escolhe por número a sua banda ou artista e aperta um botão e o SMD cai para você como se fosse o um refrigerante gelado ou um saquinho de MMs.
Por enquanto músicos do setor alternativo são quem mais usam o novo formato. Mas cantores renomados como Arnaldo Antunes e Zeca Baleiro já aderiram ao novo conceito e seus novos trabalhos já se encontram disponÃÂveis por cinco reais na SMD Machini mais próxima de você.
Por Bruno Leal Mendonça, Blog do Tuvis.
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