A Ignorância PolÃÂtica
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
11:11
Escrita por admin
| Estamos a praticamente nove meses das eleições presidenciais e a disputa que vem se travando entre Obama e Hillary pela candidatura do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos |
| da América tem atraÃÂdo, gerado debates e discussões em diversos seguimentos da mÃÂdia, dividindo opiniões entre cientistas polÃÂticos e editoriais do mundo todo. Tanto interesse se deve, em primeiro lugar, ao fato de a presidência dos EUA ser um cargo marcado pelo extremo antagonismo de que o vencedor será, ao mesmo tempo, um dos chefes de estado mais poderosos do mundo e também o mais cobrado e atingido pela crÃÂtica mundial, capaz de exercer influência sobre muitos aspectos. O segundo ponto é que tratamos aqui de candidaturas inéditas na história daquele paÃÂs. De um lado temos o “desconhecidoâ€? Barack Obama, primeiro afro-americano a ter chances reais de chegar à Casa Branca. Senador pelo estado de Illinois, 46 anos. Do outro lado do córner temos Hillary Clinton, senadora por Nova York e mulher do ex-presidente dos EUA Bill Clinton (1993-2001). Se vencer, ela também entrará para a história como a primeira mulher eleita presidente dos EUA. Tudo indica que o candidato que sair das prévias do partido democrata tem o favoritismo. Muitos americanos estão dispostos a experimentar, seja com Obama ou Hillary. John McCain, candidato republicano que vem correndo por fora e liderando as prévias do partido me parece com pequenas chances. Quem chegou até aqui neste texto pode se fazer a seguinte pergunta: o que eu tenho a ver com isso tudo, se essas eleições acontecerão há quilômetros daqui? Então eu responderei da seguinte maneira: esse ano é ano de eleições para vereador e prefeito em sua cidade, não é? Pois bem. Há uma citação que diz que “o pior ignorante é o ignorante polÃÂtico, pois através dele, todos os males provenientes da inépcia governamental são toleradosâ€?. Bertold Brecht, dramaturgo e poeta alemão do século XX sabia do que estava falando. Ele nada mas fez do que profetizar o que, na minha opinião é grande peste do século XI: a IP (Ignorância PolÃÂtica). E não é difÃÂcio de diagnosticá-la. Nossos jovens cada vez mais se distanciam dos movimentos estudantis que tanto estiveram presente e fizeram alguma diferença na história deste paÃÂs. Além disso, vimos, nas últimas eleições para presidente que o ÃÂndice de votos brancos creceu considerávelmete. Escândalos como o dos cartões corporativos são aceitos sem que se detecte, nos noticiários, alguma sombra de mobilização por partes do povo, que seja para exortar e mostrar ao mundo que não existe condecendência. A justificativa da maioria é que estar alheio a polÃÂtica que se faz em determinado paÃÂs, cidade, etc é de que “a minha opinião não faz a menor diferença. E, alé do mais, isso ai vai continuar do jeito que está mesmoâ€?. Agora me vem uma outra citação que aqui cabe perfeitamente. E adivinhe de quem é? Bertold Brecht, mais uma vez. Novamente esta brilhante mente vem em meu socorro. “Nada é impossÃÂvel de mudar Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossÃÂvel de mudarâ€?. Depois dessa eu poderia me ater ao silêncio, ou melhor, ao branco desta folha. Mas preciso retomar ao tema inicial para a conclusão deste artigo. Podemos fazer um exercÃÂcio para começar a afastar esta peste, a IP. Eu proponho um acompanhamento do desenrolar do processo eleitoral dos EUA como um exercÃÂcio para aguçar nossas percepções e fomentar em nós mesmo uma vontade maior de participar, de viver, de analisar com paixão os processos eleitorais deste paÃÂs. É a única forma de mudar. |
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